Quanto a Caixa pede de entrada para financiamento imobiliário é a dúvida que mais trava quem sonha com o primeiro apartamento. A resposta curta é que o banco financia uma parte do valor e você cobre o restante. O percentual dessa parte já mudou mais de uma vez nos últimos anos.
Neste artigo, explico como a entrada é calculada, o que pode compô-la e como confirmar o número certo antes de escolher o imóvel.
Quer descobrir qual entrada cabe no seu caso? Conheça o atendimento de crédito imobiliário para o primeiro imóvel.
Quanto a Caixa pede de entrada para financiamento imobiliário?
A entrada é o valor do imóvel menos a parte que o banco financia, chamada de cota de financiamento. Em outubro de 2025, a Caixa anunciou a volta da cota de 80% no SBPE, segundo a reportagem da IstoÉ Dinheiro. Desde novembro de 2024, o limite estava em 70%.
Na prática, com cota de 80% a entrada fica em torno de 20% do valor. Com cota de 70%, sobe para cerca de 30%. Um imóvel de R$ 300 mil, por exemplo, pediria cerca de R$ 60 mil de entrada no primeiro cenário e cerca de R$ 90 mil no segundo.
Por que a entrada da Caixa muda de tempo em tempo?
O banco ajusta a cota de acordo com a disponibilidade de crédito e com mudanças nas regras do setor, como as do FGTS. Foi isso que levou a Caixa a reduzir a cota em 2024 e a retomá-la em 2025.
Isso tem uma consequência prática: número de blog, inclusive este, é referência, não promessa. A cota vale no dia em que você faz a simulação, e pode variar conforme a modalidade, o imóvel e o seu perfil. Antes de planejar, peça a simulação atualizada.
De onde pode vir o dinheiro da entrada?
A entrada não precisa sair toda da poupança. As fontes mais comuns são:
- Recursos próprios: reserva financeira acumulada;
- FGTS: pode compor a entrada quando você e o imóvel atendem às regras do fundo;
- Venda de outro bem: um carro ou um imóvel, por exemplo.
Em apartamento na planta, a construtora também costuma dividir a entrada em parcelas durante a obra. Esse parcelamento segue a tabela do empreendimento e muda de um lançamento para outro. Para entender melhor esse caminho, leia financiamento imobiliário sem entrada: é possível?.
O que mais entra na conta além da entrada?
Quem olha só o percentual da cota se surpreende depois. Há outros custos na compra, e eles costumam ficar por conta do comprador:
- ITBI, o imposto de transmissão do imóvel, cobrado pela prefeitura;
- Escritura e registro em cartório;
- Taxas e avaliação do imóvel pelo banco, conforme o contrato.
Os valores dependem da cidade e do contrato. Por isso, reserve uma margem além da entrada. A documentação necessária para financiamento imobiliário também ajuda a evitar atrasos que geram custo.
E o Minha Casa, Minha Vida?
O programa tem regras próprias por faixa de renda e pode reduzir o valor que sai do seu bolso. Mas as condições dependem da renda familiar, do valor do imóvel e da análise do banco. Não existe um percentual de entrada que sirva para todo mundo, e eu não consigo informá-lo sem conhecer o seu caso.
Como descobrir a entrada do seu caso antes de escolher o apartamento?
O caminho mais seguro é inverter a ordem: primeiro a análise de crédito, depois o imóvel. Assim você sabe o valor máximo financiável, a entrada necessária e a parcela que cabe no orçamento. Veja o passo a passo em como conseguir um financiamento imobiliário.
Também vale entender a mecânica do contrato, em como funciona o financiamento imobiliário, e como reduzir o saldo depois, em amortização de financiamento imobiliário.
Quanto a Caixa pede de entrada em Mogi Mirim e Mogi Guaçu?
A regra da Caixa é nacional, então a cota não muda por cidade. O que muda é o imóvel: o valor de avaliação, o parcelamento da construtora e os custos de cartório e ITBI do município.
Se você está olhando os empreendimentos BRZ ou quer calcular a entrada do seu caso, fale comigo pelo contato. Atendo em Mogi Mirim e Mogi Guaçu, no estande da BRZ ou online, e oriento você da análise de crédito ao planejamento financeiro.
Karina Aguiar, corretora de imóveis, CRECI 239175-F. As informações deste artigo são educativas e não representam promessa de aprovação de crédito nem das condições de nenhum banco.