Financiamento imobiliário sem entrada é uma das buscas mais comuns de quem quer comprar o primeiro imóvel, e a resposta curta é: na prática, não existe. Os bancos financiam uma parte do valor do imóvel, e você cobre o restante com a entrada. O que existe são formas de reduzir o dinheiro que sai do seu bolso.
Neste artigo, explico por que a entrada existe, de onde ela pode vir e como se planejar antes de escolher o apartamento.
Quer saber quanto de entrada você realmente precisa? Conheça o atendimento de crédito imobiliário para o primeiro imóvel.
Financiamento imobiliário sem entrada existe de verdade?
Em 2026, a maioria dos bancos financia até 80% do valor do imóvel no sistema SAC e até 70% na Tabela Price, segundo a Calcula Brasil. Isso significa que, no melhor cenário, você precisa de pelo menos 20% do valor do imóvel como entrada.
Por isso, o que se vê anunciado como “sem entrada” costuma ser outra coisa: entrada parcelada pela construtora, uso do FGTS ou subsídio de programa do governo. O dinheiro continua sendo necessário, só chega por outro caminho.
Por que os bancos pedem entrada?
A entrada reduz o risco do banco e mostra que você tem capacidade de poupar. Quanto maior a entrada, menor o valor financiado, menores os juros pagos ao longo do contrato e mais leve a parcela.
Se o banco financiasse 100% do imóvel, qualquer variação no valor de mercado deixaria o contrato descoberto. Por isso a entrada funciona como uma garantia mínima para os dois lados.
Para você, ela também é uma boa notícia: comprar com entrada maior costuma custar menos no total.
De onde pode vir a entrada?
Você não precisa ter todo o valor em dinheiro vivo. Veja as principais fontes:
- Economias e reservas, que são a base de quase todo plano;
- FGTS, que pode ser usado como entrada ou para abater parcelas, desde que as regras do fundo sejam atendidas;
- Venda de outro bem, como um carro ou um imóvel anterior;
- Parcelamento da entrada pela construtora, comum em imóveis na planta, durante a obra, de acordo com as regras do mês: prazo, número de parcelas e valores mudam a cada tabela.
O Ministério das Cidades informa que o Minha Casa, Minha Vida atende famílias em faixas de renda diferentes, com condições próprias de financiamento. Confira sempre em qual faixa você se encaixa antes de simular.
Como funciona financiamento imobiliário sem entrada na planta, em Mogi Mirim e Mogi Guaçu?
Na planta, a entrada costuma ser dividida em parcelas durante a obra, seguindo as regras da construtora vigentes no mês, e o financiamento do saldo entra quando o empreendimento fica pronto. Isso alivia o caixa no começo, mas não elimina a necessidade de ter o valor.
Por isso, o primeiro passo é conhecer a sua capacidade de crédito e montar um planejamento antes de visitar o estande. Assim você compara as opções com clareza e não escolhe um apartamento que o crédito não cobre.
Se estiver pensando no primeiro imóvel na região, veja os empreendimentos BRZ ou fale comigo pelo contato. Para entender o processo completo, leia também o guia de como funciona financiamento imobiliário.
Financiamento imobiliário sem entrada: o que fazer primeiro?
O caminho mais seguro é inverter a ordem: primeiro a análise de crédito e o planejamento financeiro, depois a escolha do apartamento. Assim você sabe quanto precisa juntar, quanto o FGTS pode ajudar e qual parcela cabe no seu orçamento.
Quando existe um plano, a entrada deixa de ser um obstáculo e vira uma meta com prazo. É esse planejamento que faço com cada cliente, da análise do crédito até a escolha da melhor opção.
Karina Aguiar, corretora de imóveis, CRECI 239175-F. As informações deste artigo são educativas e não representam promessa de aprovação de crédito.