Como funciona financiamento imobiliário? Em resumo, o banco paga ao vendedor o valor do imóvel, e você devolve esse dinheiro ao longo de muitos anos, em parcelas mensais com juros, mantendo o próprio imóvel como garantia da dívida. Para quem compra o primeiro apartamento, entender essa lógica antes de escolher o imóvel evita surpresas e frustrações.
Neste guia, explico as etapas em linguagem simples: da análise de crédito às chaves na mão.
Quer saber quanto você consegue financiar antes de escolher o apartamento? Conheça o atendimento de crédito imobiliário para o primeiro imóvel.
Como funciona financiamento imobiliário, passo a passo
O processo costuma seguir uma ordem parecida na maioria dos bancos. Saber a sequência ajuda você a se organizar e a não depender de pressa na hora da assinatura.
- Planejamento e simulação. Você define quanto pode pagar de parcela e quanto tem para a entrada.
- Análise de crédito. O banco avalia sua renda, seu histórico e suas dívidas e informa o valor máximo que pode financiar.
- Escolha do imóvel. Só então você escolhe o apartamento, dentro do que a análise permitiu.
- Avaliação do imóvel. O banco confere o valor e a documentação do imóvel e do vendedor.
- Assinatura do contrato. Contrato, entrada e taxas são pagos, e o banco libera o valor ao vendedor.
- Registro e chaves. O contrato é registrado em cartório, e o imóvel passa para o seu nome.
Quando o apartamento ainda está na planta, a construtora costuma ter regras próprias para a entrada e para a fase da obra. Por isso, a conversa começa pelo crédito e pelo planejamento financeiro, e só depois pela escolha da unidade.
O que o banco avalia antes de aprovar?
O banco quer saber se a parcela cabe no seu orçamento e se você tem histórico de pagar em dia. Por isso olha, principalmente, três coisas: a renda comprovada, o comprometimento dessa renda com outras dívidas e o seu histórico de crédito.
A regra mais conhecida é que a parcela não deve passar de 30% da renda bruta familiar, conforme a Calcula Brasil. Cada banco aplica a própria política, então esse número serve de ponto de partida, não de promessa.
Dívidas em aberto, nome negativado e renda difícil de comprovar são os pontos que mais pesam contra. Resolver isso antes de pedir o crédito aumenta as chances, mas nenhuma análise garante aprovação: a decisão é sempre do banco.
Quanto preciso ter de entrada?
A entrada é a parte do valor do imóvel que você paga do próprio bolso, e o banco financia o restante. Em 2026, a maioria dos bancos financia até 80% do valor do imóvel no sistema SAC e até 70% na Tabela Price, segundo a Calcula Brasil. Ou seja, a entrada é de pelo menos 20% no SAC e de 30% na Tabela Price. Na Caixa, o limite é de até 80% para imóvel novo e de 70% para usado pelo SBPE. O prazo pode chegar a 35 anos na Caixa, no Banco do Brasil e no Santander. Essas condições mudam, então confirme sempre na simulação do banco.
Além da entrada, o FGTS pode entrar na conta, desde que você atenda às regras do fundo e o imóvel se enquadre. Ele pode complementar a entrada ou abater parcelas.
Uma dica que simplifica: some a entrada, o saldo do FGTS (quando couber) e uma reserva para os custos extras, e só então defina o valor do imóvel que faz sentido para você.
Quais custos existem além da parcela?
Quem compra pela primeira vez costuma se assustar com os custos extras. Eles aparecem nas etapas finais e conviver com eles faz parte do planejamento:
- Taxas do banco, como avaliação do imóvel e abertura de crédito;
- Seguros obrigatórios do financiamento, que entram na parcela;
- Escritura e registro em cartório;
- ITBI, o imposto de transmissão cobrado pela prefeitura.
Os valores variam por cidade e por banco. Peça sempre uma estimativa completa antes de assinar, para não descobrir os custos tarde demais.
Por que fazer a análise de crédito antes de escolher o apartamento?
Muita gente escolhe o apartamento primeiro e descobre depois que o crédito não cobre o valor. O caminho mais seguro é o contrário: primeiro a análise de crédito e o planejamento financeiro, depois a escolha do imóvel dentro do que cabe no seu bolso.
Essa ordem dá mais clareza, reduz o risco de desistir no meio do processo e deixa a conversa com a construtora mais objetiva. É exatamente assim que organizo o atendimento: apresento o projeto, analisamos o crédito ou o planejamento financeiro e, só então, partimos para a melhor opção de apartamento para o seu caso.
Como funciona financiamento imobiliário para o 1º imóvel em Mogi Mirim e Mogi Guaçu
Na região, quem compra na planta costuma encontrar empreendimentos com condições de pagamento em duas fases: durante a obra e depois da entrega, quando entra o financiamento. Conhecer a sua capacidade de crédito antes de visitar o estande ajuda a comparar as opções com calma.
Se você está pensando no primeiro imóvel em Mogi Mirim ou Mogi Guaçu, posso te mostrar o caminho completo, do crédito à escolha do apartamento. Veja também os empreendimentos BRZ ou fale comigo pelo contato.
Karina Aguiar, corretora de imóveis, CRECI 239175-F. As informações deste artigo são educativas e não representam promessa de aprovação de crédito.